segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Meus amigos me detonaram!

Na linguagem dos caricaturistas, “detonar” significa fazer uma caricatura obviamente exagerando os atributos do candidato. Mulheres odeiam caricaturistas e, por sua vez, os caricaturistas morrem de medo de se verem forçados a “detonar” uma mulher ao vivo. Desenhar com base em fotos é bem mais seguro. As mulheres não gostam muito que evidenciem seus defeitos ou características que procuram disfarçar. E os caricaturistas vão direto ao ponto! Conheço caricaturistas que nasceram para isso. Com muita rapidez e “facilidade” (fazem parecer fácil!) realizam trabalhos fantásticos. Existem dois tipos de caricaturas, a ligeira e a de estúdio. Conheço muitos artistas muito bons. Quanto a mim, além de não ser bom nisso, como “detonado”, também sou um problema, tenho o rosto meio oval e traços muito comuns, com exceção das sobrancelhas espessas. Dou trabalho aos caricaturistas, procuram algo para exagerar e não encontram. Mas me detonaram assim mesmo. Seguem trabalhos de Bira Dantas, Paulo Branco, Paffaro, Evandro, Érico e Flávio Rossi. Nem doeu...


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Aerografia

Sou autodidata em arte. Sempre pratiquei e estudei, principalmente baseado em informações encontradas em livros. O único curso de arte que fiz foi de Aerografia. Fiz o curso básico completo porém não peguei o certificado e a escola não existe mais. Portanto, meu currículo artístico se resume em minhas publicações, exposições e as próprias obras.

Sempre fui fascinado por aerografia. Baseia-se em um tipo de caneta com um reservatório de tinta, ligada a um compressor de ar. Ao apertar um gatilho a tinta é espirrada em um jato delicado.

A princípio pode parecer uma minipistola de pintura, mas na realidade é bem mais do que isso. Em inglês a denominação é “airbrush” (pincel de ar), e é exatamente isso que é. Você aplica “pinceladas”, tendo controle sobre a distância, a velocidade e a quantidade de pinceladas, para conseguir o efeito desejado. Para limitar as regiões pintadas são feitas “máscaras” que protegem as áreas que se deseja preservar.


O processo é bastante trabalhoso e demorado. Exige planejamento e muita prática para se atingir um nível bom de resultados. Não há como retirar pinceladas, passou do ponto, já era. Há diversos tipos de aerógrafos para diversas aplicações. As tintas devem ser compatíveis com o aerógrafo em uso. Os mais precisos exigem tintas de alta qualidade com pigmentos muito pequenos para que não ocorra entupimento. Os resultados são fantásticos.





segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Figuras que se encaixam



As figuras apresentadas aqui são compostas por elementos que se encaixam preenchendo toda a superfície.



Analisando a obra do holandês M. C. Escher, e tentando seguir seus passos, desenvolvi meus próprios processos de produção. A criação deste tipo de figura é como um quebra-cabeça. Envolve criatividade, insistência e um pouco de sorte.


Após criar uma forma que se encaixa em outras iguais em todas as direções, então é feita uma subdivisão em sua parte interna seguindo algum tema.

domingo, 21 de agosto de 2011

EI, CARA!

A série “Ei, Cara!” é composta por tiras de História em Quadrinhos que publiquei em diversos jornais. São dois caras, e o foco está em suas caras. Um é loiro e magro e o outro moreno e gordo, ou seja, os opostos. Selecionei aqui algumas tiras que abordam o tema cozinha/bebidas.















domingo, 7 de agosto de 2011

Para ser grande...

Fernando Pessoa é fantástico em “O Guardador de Rebanhos” mas, para mim, o que mais marcou foi “Para ser grande”.

“Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”

Grande Fernando Pessoa, que também é Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Ele próprio explica:

“Multipliquei-me para me sentir,
Para me sentir, precisei sentir tudo,
Transbordei, não fiz mais que extravasar-me,
Despi-me, entreguei-me,
E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.”